Anos 90 e 2.000
- Vander Christian

- 30 de set. de 2024
- 3 min de leitura

Hoje me lembrei de uma época que, infelizmente, não volta mais. Ah, como é bom recordar o fim dos anos 90 e começo dos anos 2.000. Não existiam as facilidades de hoje, é verdade, mas posso dizer, éramos felizes e não sabíamos. Talvez até tivéssemos mais paciência do que agora, já que para ouvir a música favorita mais de uma vez, era preciso rebobinar a fita cassete com muita calma... E quando ela “engolia”? Uma caneta ou um lápis salvava... Quem é da época sabe do que estou falando!!
Sexta-feira era dia de ir até uma locadora, escolher um filme para assistir no sábado e no domingo. Até acontecia de encontrar um conhecido por lá, afinal, todos tinham o mesmo objetivo: garantir a diversão do fim de semana... Quem diria, que um dia os grandes sucessos cinematográficos, estariam disponíveis na palma da mão!! Ah, e para devolver o filme na segunda-feira, era preciso rebobinar toda a fita...
E quanto a lista telefônica? Meu Deus, era preciso mais do que paciência para procurar o contato naquele livro enorme e de letras minúsculas! Se sobrasse dinheiro para o cinema, tínhamos a oportunidade de ligar para saber os horários... ou procurar no jornal, na página de cultura, geralmente lá, informavam os horários e os filmes que estavam em exibição no cinema da região.
Quantas lembranças boas! Desde o telefone, que para insistir na chamada, era preciso girar todos os números novamente, até a espera infinita por um programa na TV, com hora exata para começar...
Por falar em espera, as fotos tiradas de momentos marcantes ou diante de paisagens lindas, nos faziam esperar até sete dias para ser revelada; durante esse tempo, ninguém tinha a menor ideia de como as fotos ficaram! Então, eu acredito que tínhamos mais paciência mesmo do que agora...
O GPS, era um mapa enorme, que ocupava boa parte da mesa quando aberto... Antes de pegar a estrada, os dedos iam deslizando, até encontrar o melhor caminho para o destino da viagem...
A maioria dos jogos exigiam muita concentração e eram mais emocionantes; que saudades de jogar bolinha de gude e tentar tirar o palito sem mexer com o outro... Brigávamos com os pais para ficar mais tempo na rua, hoje os filhos brigam para ficar mais tempo no quarto...
Já me disseram em tom de desdém, que nos anos 90 era tudo manual, sim, quase tudo, mas insisto: erámos mais felizes! Existia um prazer enorme em estudar, fazer uma pesquisa, brincar com os amigos, estar na companhia dos pais...
Os tempos são outros, é verdade. Mas assim como vivo no mundo atual, gostaria que a geração de agora, pudesse viver um pouco nos anos 90 e 2.000.
Obrigado pela companhia :)
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Até Breve,
Vander Christian

VANDER CHRISTIAN é paulista, romancista e cronista. Autor de Karina, Passado & Presente, Duas Vezes Pamela Monteiro e Gente Mala ou Gente Boa. Entre 2019 e 2021, teve seus textos selecionados em 8 Concursos Literários, promovidos por Editorial Hope, Grupo Diário da Poesia, Se Liga Editorial, Em Contos e Qualis Editora.








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